O RELÓGIO ESCATOLÓGICO DE DEUS
Lição 06 - O RELÓGIO ESCATOLÓGICO DE DEUS
v.1 - E veio sobre mim a mão do Senhor; e o Senhor me levou em espírito, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos.
v.2 - e me fez andar ao redor deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e estavam sequíssimos.
v.3 - E me disse: Filho do homem, poderão viver estes ossos? E eu disse: Senhor Jeová, tu o sabes.
v.4 - Então, me disse: profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ossos secos ouvi a palavra do Senhor.
v.5 - Assim disse o Senhor Jeová a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.
v.6 - E poreis nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e sabereis que eu Sou o Senhor.
v.7 - Então profetizei como se me deu ordem: e ouve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um reboliço, e os ossos se juntaram cada osso a seu osso.
v.8 - E olhei e eis que vieram nervos sobre ele, e cresceram a carne, estendeu-se a pele sobre eles por cima: mas não havia neles espírito.
v.9 - E ele me disse: profetiza ao espírito, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim disse o Senhor Jeová: Vem dos quatros ventos, ó espírito e assopra sobre estes mortos, Para que vivam.
v.10 - E profetizei como ele me deu ordem: então, o espírito entrou neles e viveram, e se puseram em pé, um exercito grande em extremo.
v.11 - Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel: eis que dizem; Os nossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós estamos cortados.
v.12 - Portanto profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas, e vos farei sair das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
INTRODUÇÃO:
Israel é um dos sinais mais evidentes na atualidade em relação à volta de Cristo.
Sua restauração nacional, profetizada em Ezequiel, (37.1-12); e que através de uma visão metaforicamente de “um vale de ossos”, teve inicio no século em que vivemos.
I. Eixo central da programação escatológica divino;
A história do plano divino em relação a humanidade tem seu eixo central na existência do povo de Israel.
É o relógio pelo qual podemos acompanhar todos os eventos históricos e escatológicos do mundo.
Jesus apontou-nos esse sinal de Sua vinda no sermão profético registrado em (Lc 21.27–30).
“E então verão o Filho do homem. Numa nuvem com poder e grande glória.
Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima. E disse-lhes uma parábola;
Olhai para a figueira e para todas as arvores.
“Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as que já esta perto o verão”. (Lc 21.27-30);
1. Dispersão e regresso.
Tanto as profecias sobre a dispersão do povo de Israel entre as nações quanto as referentes ao retorno a sua terra, tem tido o fiel cumprimento, (Gn 12.1,2,7; Dt 32.9-11; Lv 26.33,36,37; Jr 24.6; Ez 36.24,28).
2. A reunião progressiva de Israel em sua terra.
Há duas importantes reuniões de Israel na sua terra que mostram a veracidade da profecia bíblica.
A primeira diz respeito ao sentimento volta ao lar que tiveram todos os israelitas dispersos pelas nações.
Esse sentimento se tornou forte com o movimento sionista iniciado em 1897 por Teodoro herzl.
Pouco a pouco, sistemática e continuamente o povo começou a voltar.
Não era um simples sentimento de um homem ou de um povo e, sim, um impulso do Espírito de Deus na mente e no coração de cada judeu disperso, em cumprimento da Palavra de Deus, (Jr 24.6; Ez 36.24,28).
Em 1948, Israel já estava bem instalado na Palestina e a sua proclamação pela ONU como Estado foi o clima da efetivação da promessa divina quanto ao seu retorno.
3. A segunda reunião de Israel. Essa reunião acontecerá no futuro próximo por ocasião da “angústia de Jacó”, conhecida como a Grande Tribulação, (Ap 16.12-21).
Esse evento escatológico será terrível e indescritível para o povo de Israel. Ele estará mobilizado para a grande batalha do Armagedom.
Os reis da terra, isto é, os governantes do mundo todo estarão reunidos com seus exércitos e armas destrutivas para o maior combate na história mundial.
Talvez seja esta a terceira guerra mundial. Será no clima dessa batalha que Jesus, o Messias, anteriormente rejeitado pelos israelitas, virá, e destruirá os inimigos do seu povo, e implantará o Seu reino milenial, (Ap 19.11-21).
A profecia de (Ez 37.1-11); tatá da restauração nacional, moral e espiritual de Israel. Alguns aspectos dessa profecia já se cumpriram, e outros estão se cumprindo.
Porém o cumprimento cabal só acontecerá no período da Grande Tribulação e com a intervenção de Cristo, o Messias,em Jerusalém. Nesse período a Igreja não estará na terra, porque foi antes arrebatada para estar com o Senhor.
II. A destruição progressiva do povo do norte.
O texto de Ez 38-39 e Jl 2.20 tratam a respeito da profecia bíblica sobre um bloco de nações ao norte de Israel.
1. As nações do norte. Por causa da etnia, isto é; Por causa do paganismo dos povos que habitavam naquela região vários nomes geográficos podem ser identificados.
O profeta fala de Magogue, Meseque e tubal, (Ez 38.2,3), regiões ocupadas pelos antigos citas e tártaros, as quais hoje correspondem á Rússia.
Nome como o de Meseque converteu-se em Moscou.Tubal é a moderna cidade russa de Tobolsk. Em Ez 38.2 temos a palavra “chefe” tradução do termo rosh, dando a idéia do nome Rússia.
No bloco das nações aliadas aparecem os nomes de Gômer, Togarma, (Ez 38.6), Gômer veio a ser a Germânia (atual Alemanha) e Togarma corresponde a Armênia e Turquia.
Em (Ez 38.5), destacam-se os persas, os etíope e Pute. Hoje os persas são o Irã; os etíopes, a Etiópia; e, Pute, a Líbia.
2. Queda e ressurgimento da confederação do norte.
Devemos entender que a queda da União Soviética não significa que a profecia tenha perdido sua validade.
Na verdade, essa potência mundial está se levantando e mostrando sua força, quando se esforça para, quando se esforça para participar das conversações de paz entre Israel e os países árabes, os quais ela sempre apoiou.
Ela perdeu o seu poder sobre o aludido bloco de nações, e alguns estudiosos interpretam essa quedo como algo para acontecer em plenitude no futuro.
Parte dessa profecia já começou a ter o seu cumprimento porque a Rússia caiu como potência bélica e econômica.
3. A confederação do Norte combaterá a Besta da Grande Tribulação. A profecia diz que a confederação do Norte, tendo como líder Gógue, colocara seus exércitos contra a autoridade da Besta, ou seja, o anticristo, (Ez 38.2-6).
A profecia indica que Gógue, chefe da terra de Magógue invadira e terra de Israel nos últimos dias, (Ez 38.8,16). É possível que essa invasão venha acontecer no período da Grande tribulação.
Os motivos principais para a invasão do “rei do Norte” estão espostos em Ez 38.11,12.
A idéia de “tomar os despojos e de arrebatar a presa” não é difícil entender pelo fato de a antiga União Soviética ter perdido seus principais intelectuais e cientistas na maioria judeus, os quais retornaram para Israel.
Diz a Bíblia que esse invasor será destruído pela intervenção divina, (Ez 38.20), nos montes de Israel ( Ez 39.4 ).
Então, as nações da terra reconhecerão o Deus de Israel, (Ez 39.21,22).
Devemos entender que essa invasão nada tem a ver com a batalha do Armagedom, e a guerra decorrente que acontecerá no inicio da “semana profética” de Daniel, (Dn 9.27).
A batalha do Armagedom se dará no final da “semana”, pois o seu líder será o anticristo, A besta, (Zc 12.3; 14.2; Ap 16.14).
III. O RESSURGIMENTO DO ANTIGO IMPÉRIO ROMANO.
Os textos de (Dn 2.33,34.44; 9.24-27; 7.7,8,24,25; Ap 13.3,7; 17.12,13) são relativos à profecia sobre uma federação de nações formada na área geográfica do antigo império romano.
1. O sentido duplo de interpretação; Essa profecia, numa parte refere-se literalmente àquelas nações adjacentes ao Mediterrâneo, as quais formavam o núcleo do Império Romano, na outra parte, figuradamente e refere-se apenas as características daquele império.
Tal como existiu o Império Romano, também, se levantará um da mesma forma dentro da realidade atual.
CONCLUINDO:
o SINAL DE Israel, é revelado pelo seu esplendido florescimento na terra que Deus lhes prometera, “a figueira brotando, e pela sua influência na marcha dos acontecimentos.
O brotar das folhas da figueira, Mt 24. 32; simboliza eventos que ocorrerão durante a Grande Tribulação, (Mt 24.15-29).
Por outro lado, a figueira representa o que acabamos de estudar, a restauração de Israel.
Que Deus nos de mais e mais de sua graça, para a nossa melhor compreensão dos seus mistérios!
Pelo Pastor Lourival Caetano de Britto.
nosso e-mail para contato: prlcbritto@hotmail.com
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