O ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS
Lição 03 - O ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS
Texto Áureo - E no Hades ergueu os olhos, estando em tormento, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio”, (Lc 16.23).
Leitura Bíblica em Classe: (Lc 16.19-31).
Lc 16.19 - Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.
v.20 - Havia também um mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas a porta daquele.
v.21 - E desejava alimentar-se com as migalhas que caiam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
v.22 - E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado.
v.23 - E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormento, e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio.
v.24 - E, chamando, disse: Abraão meu pai tem misericórdia de mim, e manda Lázaro que molhe a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
v.25 - Disse porem, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado.
v.26 - E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós de sorte que os quisessem passar daqui para vós não poderiam nem tão pouco os de lá passar para ca.
v.27 - E disse ele: rogo-te, pois, ó pai que mandes a casa de meu pai.
v.28 - Pois tenho cinco irmãos, para que lhes de testemunho, afim de que não venham neste lugar de tormento.
v.29 - Disse-lhe Abraão; Eles tem Moisés, e os profetas; ouçam-nos.
v.30 - E disse ele: não, Abraão, meu pai, mas se alguém dos mortos fossem ter com eles, arrepender-se-iam.
v.31 - Porém Abraão lhe disse: Se não ouve a Moisés e os profetas, tampouco acreditarão, ainda que alguns dos mortos ressuscitem.
INTRODUÇÃO:
Como existe uma diversidade de interpretações a respeito, e, para evitar confusão de idéias a cerca do estado intermediário, devemos e procurarei aclarar essa doutrina.
Com isso, procurarei estudar com nossos ouvintes, somente os argumentos e as opiniões bíblicas, que é nossa Bússola e a mais clara verdade, (Jo 17.17) que diz:
Santifica-os na verdade a tua Palavra é a verdade.
São vários os argumentos que reforçam a doutrina bíblica sobre a vida além-tumulo. Porém vamos analisar somente (um), o argumento teológico, que procura provar que a vida do ser humano tem uma finalidade além da própria vida física. Há algo que vai além da matéria de nossos corpos, é à parte espiritual. Quando Jesus Cristo aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a íncorrupção estava, de fato desfazendo a morte espiritual e concedendo a vida eterna, a imortalidade, (2Tm 1.10) A vida humana tem uma finalidade superior, uma razão de ser; um propósito de Deus.
I O QUE NÃO É ESTADO INTERMEDIÁRIO.
1. Não é purgatório.
Heresia, aberreção, lançada pelos católicos romanos para identificar o Sheol – Hades como lugar de prova.
Segundo o judeu convertido a Cristo; MYER PEARLMAN; A Igreja Católica Apostólica Romana, ensina que mesmo os mais fiéis precisam dum processo de purificação antes de se tornarem aptos para entrar na promessa de Deus o céu. MYER, ainda nos mostra, que há um grupo de protestantes, mesmo reconhecendo A Palavra divina, “sem a santidade ninguém verá o Senhor, adotam essa opinião doutrinária da igreja católica;
Os que crêem na doutrina dos que “salvo uma vez salvo para sempre.
Conclui que haja um purgatório onde os crentes carnais e imperfeitos se purifiquem da sua escoria. Esse processo, segundo dizem há de ser realizado durante o “Milênio” enquanto os vencedores estão reinando com Cristo.
Todavia não existem nas Escrituras evidencias para tal doutrina.
2. Opinião das Escrituras.
Deve ser observado que os justos não receberão sua recompensa final, nem os ímpios seu castigo final, enquanto não se realizarem suas respectivas ressurreições. Ambas as classes estão num estado intermediário aguardando esse evento. Os cristãos falecidos vão estar “com o Senhor”, mas não recebem ainda o seu galardão final.
3. O estado intermediário dos justos descreve-se como um estado de descanso, (Ap 14.13).
De espera e repouso, (Ap 6.10,11).
De serviço, (Ap 7.15).
De santidade, (Ap 7.14).
Os ímpios também passam por um estado intermediário, onde aguardam o castigo final, que se realizará depois do juízo do Grande Trono Branco, quando a morte e o Hades,”o inferno” serão lançado no lago de fogo, (Ap 20.14).
II O QUE É ESTADO INTERMEDIÁRIO.
1. É uma habitação espiritual, fixa e temporária.
Biblicamente, o estado intermediário é um modo de existir entre a morte física e a ressurreição final do corpo sepultado.
No Velho Testamento, esse lugar é identificado como Sheol (no hebraico), e no Novo Testamento, como hades, (no grego).
Os dois termos dizem respeito ao reino da morte, (Sl 18.5); Que diz: Cordas do inferno me singiram, laços de morte me surpreenderam.
“Porque me cercaram as ondas de morte, as torrentes de Belial me assombraram”.
“E cordas do inferno me singiram, encontraram laços de morte”, (2Sm 22.5,6).
É um lugar espiritual em que as almas e espíritos habitam fixamente até que seus corpos sejam ressuscitados, para a vida eterna ou para a perdição eterna.
É o estado das almas e espíritos, fora dos seus corpos, aguardando o tempo em que terão que comparecer perante Deus.
2. é um lugar de consciência ativa e ação racional.
Segundo Jesus descreveu este lugar o rico e Lázaro, participam de uma conversação no Sheol – Hades, estando apenas em lados diferentes, (Lc 16.19-31), que é o texto da nossa leitura em classe.
O apóstolo Paulo descreve-o, no que tange aos salvos como um lugar de comunhão com o Senhor, (2Co 5.6-9; Fl 1.23).
A Bíblia denomina-o como lugar de consolação, Seio de Abraão ou paraíso, (Lc 16.22,25; 2Co 12.2-4).
Se fosse um lugar neutro para as almas e espíritos dos mortos, não haveria razão para Jesus identificá-los com os nomes que deu.
Da mesma forma, “o lugar de tormento” não teria razão de ser, se não houvesse consciência naquele lugar.
Rejeita-se segundo a Bíblia, a teoria de que o Sheol – Hades é um lugar de repouso inconsciente.
A Bíblia fala dos crentes falecidos como: “os que dormem no Senhor” “Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive a maior parte, mas alguns já dormem também”, (1Co 15.6); “Não quero porém, irmãos, que sejais ignorantes a cerca dos que já dormem para que vos não entristeçais, como os demais que não tem esperança”, (1Ts 4.13), Paulo não refere-se a uma forma de dormir inconsciente, mas de repouso, de descanso.
As atividades existentes no Sheol – Hades não implicam que os mortos possam sair daquele lugar, mas que estão retidos até a ressurreição de seus corpos para apresentarem-se perante o Senhor, (Lc 16.19-31); 23.43; At 7.59).
IV. O SHEOL – HADES, ANTES E DEPOIS DO CALVÁRIO.
1. Antes do Calvário.
O Sheol – Hades dividia-se em três partes distintas.
Para entender essa habitação provisória dos mortos, podemos ilustrá-la por um circulo dividido em três partes.
A primeira parte é o lugar dos justos, camada “Paraíso”, “Seio de Abraão”, “lugar de consolo”, (Lc 16.22,25; 23.43), A segunda é a parte dos ímpios, denominada, “lugar de tormento, (Lc 16.23);
A terceira fica entre a dos justos e a dos ímpios e é identificada como “lugar de trevas”, “lugar de prisões eterna”, “abismo” (Lc 16.26; 2Pe 2.4; Jd 6).
Nessa terceira parte foi aprisionada uma classe de anjos decaídos, a qual não sai desse abismo, senão quando deus permitir nos dias da Grande Tribulação, (Ap 9.1-12).
Não há qualquer possibilidade de contato com esses espíritos caídos; habitantes do poço do abismo.
2. Depois do Calvário.
Houve uma mudança dentro do mundo das almas e espíritos dos mortos após o evento do Calvário. Quando Cristo enfrentou a morte e a sepultura, e as venceu efetuou uma mudança radical no Sheol – Hades; Vejam: “Pelo que diz: subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens”,
“Ora, isto-ele subiu que é senão que também antes tinha descido as partes mais baixa da terra”?
“Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus para cumprir todas as coisas”, (Ef 4.8,9,10); “E eu quando vi cai a seus pés como morto, e Ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o Primeiro e o Ultimo”;
“E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves do inferno” (Ap 1.17,18). Com essas duas referencias escritas, facilita, ou melhor, ajudam nossa compreensão a respeito da mudança do Paraíso, até o terceiro céu, por que a parte do “Paraíso” foi transladada para o terceiro céu; separando-se completamente das “partes inferiores” onde continuam os ímpios mortos.
Mais uma vez; somente os justos gozarão dessa mudança em esperança pelo dia final quando este estado temporário se acabar e viverão para sempre com o Senhor, num corpo espiritual ressurreto.
Essa doutrina fortalece a nossa fé a dar-nos segurança acerca dos mortos em Cristo, e é a garantia de que a vida humana tem um propósito elevado além de renovar a nossa esperança de estar para sempre com o Senhor.
AMÉM!!
GLÓRIA A DEUS, E QUE SEU NOME SEJA EXALTADO PARA SEMPRE!
Pelo Pastor Lourival Caetano de Britto.
nosso e-mail para contato: prlcbritto@hotmail.com
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