A IMPORTÂNCIA DA ESCATOLOGIA BÍBLICA
Lição 01 - A IMPORTÂNCIA DA ESCATOLOGIA BÍBLICA
Texto Áureo: Porque a visão é ainda para o tempo
determinado, e até o fim falará e não mentirá; se tardar espere-o porque
certamente virá não tardará” (Hc 2.3).
Leitura em classe: (1Jo 2.18-25,28).
1Jo 2.18 - Filhinhos é já a última hora; e como ouvistes que
vem o anticristo, também agora, muitos se têm feito anticristo, por onde
conhecemos que é já a última hora.
v.19 - Saíram de nós, mas não eram de nós; porque se fossem
de nós ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos
de nós.
v.20 - E vós tendes a unção do Santo sabeis tudo.
v.21 - Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas
porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.
v.22 - Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é
o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.
v.23 - Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; e
aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.
v.24 - Portanto, o que desde o principio ouvistes permaneça
em vós. Se em vós permanecer o que desde o principio ouvistes, também
permanecereis no Filho e no Pai.
v.25 - E esta é a promessa que Ele nos fez: A vida eterna;
v.28 - E agora, filhinhos, permanecei nele, para que, quando
ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele na sua
vinda.
INTRODUÇÃO:
Escatologia é um termo constituído de duas palavras gregas:
"escathos" "últimas coisas" + "logos" “tratado,
discursos ou estudos sistemáticos e lógicos”.
É o estudo acerca de coisas e eventos futuros profetizados
na Bíblia. Nas primeiras palavras do texto de Apocalipse, 1.1, podemos entender
o sentido da escatologia para a Igreja;
“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para
mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer”. Em resumo
significa para os cristãos, “O estudo ou a doutrina das últimas coisas”.
E que também, designa a doutrina que diz respeito ao fim do
mundo presente e ao mundo vindouro.
Desde que Cristo irrompeu e com Ele o reino de Deus, o
domínio da escatologia já está presente, misteriosamente entre nós, com o seu
peso de promessas e simultaneamente, seu atual julgamento.
(o que passar disso é procedência maligna).
I. O CAMPO DA ESCATOLOGIA BÍBLICA.
1. A escatologia tem sua base na revelação divina.
A Bíblia é a revelação da vontade de Deus à humanidade.
Inicialmente, Deus escolheu a semente de Abraão, ou seja, o povo de Israel,
para revelar a sua vontade. Mais tarde, Deus ampliou o campo da sua revelação e
formou um novo povo, a Igreja, constituída de judeu e de gentio, (Ef 2.11-19);
A partir de então, a Igreja é o alvo da revelação divina.
Toda revelação aponta para o futuro e a Igreja caminha neste
mundo com uma esperança, pois é identificada como, “peregrina e forasteira”, (1Pe
2.11). Ele existe por causa da esperança, (Rm 5.2; 8.24; Ef 4.4; 1Ts 4.13).
A esperança indica uma meta; traça planos para um futuro O
mundo pagão se fecha dentro de um fatalismo históricos sem expectativas, sem
futuro, mas a Bíblia revela o futuro.
2. A escatologia pertence ao campo da profecia.
A preocupação principal do estudo da escatologia é
interpretar os textos proféticos das Escrituras.
As verdades proféticas se tornam claras e definidas quando
se tem o cuidado de interpretá-las, seguindo os princípios de interpretação,
observando o seu contexto histórico e doutrinário. O apóstolo Pedro teve o
cuidado de explicar essa questão quando escreveu; “E temos mui firme a palavra
dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em
lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso
coração”, (2Pe 1.19).
Na verdade o apóstolo procura contrastar as idéias humanas
com a palavra da profecia escrita na Bíblia. Ele fortalece a origem divina das
escrituras e da sua profecia.
Não podemos duvidar nem admitir falha na Palavra de Deus.
Ela é inspirada pelo Espírito Santo, (2Tm 3.16).
A inerrância das Escrituras tem sua base na infalibilidade
da Palavra de Deus.
Outrossim, o mesmo Autor declara: “Sabendo primeiramente
isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a
profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos
de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”, (2Pe 1.20,21).
II METODOS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA.
Na história da Igreja têm sido adotados vários métodos de
interpretação no que concerne ás escrituras proféticas. Eles têm produzido
explicações e posições que obrigam os cristãos a serem cautelosos.
Há idéias divergentes, por exemplo; com respeito ao
arrebatamento da Igreja. Alguns admitem antes e outros crêem que se dará no
meio da Grande Tribulação.
As teorias são várias, Mas precisamos ser definidos sobre o
assunto.
Para isso, dois métodos de interpretação devem merecer a
nossa atenção.
1. O método Alegórico ou figurado; Alguns teólogos definem a
alegoria “como qualquer declaração de fatos supostos que admite a interpretação
literal, mas que requer, também, uma interpretação moral ou figurada”.
Quando interpretamos uma profecia bíblica, sem atentar para
o seu sentido real, figurado ou literal, negamos o seu valor histórico, dando
uma interpretação de somenos importância.
Corremos o risco de anular a revelação de Deus naquela
profecia. Daí, as palavras e os eventos proféticos perdem o significado para
alguns cristãos.
Quando o sentido de uma profecia é literal, e se interpreta
alegoricamente, e se está de fato, pervertendo o verdadeiro sentido das
Escrituras, com o pretexto de se buscar um sentido mais profundo ou espiritual.
Por exemplo, há os que interpretam o Milênio alegoricamente.
Não acreditam num Milênio literário.
Por esse modo, além de mutilarem o sentido real e literário
da profecia, anulam a esperança da Igreja.
Tenhamos cuidado com interpretações feitas superficialmente
ao bel prazer das especulações do interprete, com idéias próprias ou ao que lhe
parece razoável.
Declarações como: “eu penso que é isso”, “eu sinto que é
isso”, são típicas de interpretações vaidosas, irresponsáveis e vazias do temor
de Deus.
Portanto, o método alegórico deve ser usado corretamente.
Paulo utilizou-o em Gálatas 4.21-31;
Ele tomou as figuras ilustradas no texto com fatos literários
da antiga dispensação, mas apresentou-os como sombras de eventos futuros.
2. O método literário e textual; Esse é o método
gramático-histórico. Isto é, se preocupa em dar um sentido literário às
palavras da profecia, interpretando-as conforme o significado ordinário, de uso
normal. A preocupação básica é interpretar o texto sagrado consoante a natureza
da inspiração da profecia.
Uma vez que cremos na inspiração plena das Escrituras
através do Espírito Santo, devemos atentar para o fato de que há textos que têm
apenas, um sentido espiritual, sem que exija, obrigatoriamente, uma interpretação
literária ou figurada. Ambos os métodos são validos, mas devem ser utilizados
com cuidado e precisão.
Há uma perfeita relação entre as verdades literárias e a
linguagem figurada.
Temos o exemplo bíblico da apresentação de João Batista no
texto de Jo 1.6; que diz:
“Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João”.
Notemos que o texto está falando literalmente de um homem, cujo nome, de fato,
era João.
Os termos empregados referem literalmente a alguém
fisicamente.
Mais tarde, João Batista ao identificar Jesus, usou uma
linguagem figurada, quando diz:
“Eis o cordeiro de Deus que tia o pecado do mundo. (Jo
1.29);
Na verdade Jesus eraum homem real e literal, mas João usou a
forma figurada para denotar o sentido literário da pessoa de Jesus.
III. A PROFECIA NA PERPESCTIVA ESCATOLÓGICA.
Não entenderemos a profecia bíblica se a confundirmos com “o
dom da profecia”.
A profecia bíblica tem um caráter inerravel porque ela está
nas Escrituras inspirada pelo Espírito Santo.
A profecia como dom do Espírito, tem a sua importância no
contexto da Igreja de Cristo na terra, pois depende de quem a transmite e, por
isso, sujeita a erro e julgamento, (1Co 14.29), e não pode ter validade se a
mesma chocar-se com o ensino geral das Escrituras.
1. A profecia cumprida e a futura;
Para que a profecia bíblica tenha o credito que merece,
devemos estudá-la no que concerne ao que já foi cumprido e, também, referente
ao futuro.
Uma grande parte dos livros da Bíblia contém predições.
Quando estudamos as profecias cumpridas podemos enxergar o seu caráter divino,
e fazer distinção com as profecias não cumpridas.
Jesus em seu discurso aos discípulos no aposento alto, falou
do ministério do Espírito Santo, após a sua ascensão aos céus, e disse: “Ele
vos ensinará e vos anunciará as coisas que hão de vir”, (Jo 16.13).
2. A profecia e o ministério da Palavra; Toda declaração
bíblica sobre profecia é tão crível quanto aquelas declarações Históricas.
Certo autor de teologia declarou que “a história da raça
humana é a história da comunicação de Deus com o homem”, Deus mesmo recorre à
sua Palavra, não como uma simples evidencia da verdade declarada, mas como a
única forma pela qual nós podemos obter um perfeita e completa visão do
propósito divino em relação a salvação.
Por isso, precisamos observar a história do passado,
presente e futuro. Devemos ter confiança de que assim como teve cumprimento a
Palavra de Deus no passado e o tem no presente, o mesmo acontecerá com as
profecias relacionadas ao futuro.
CONCLUSÃO:
As Escrituras Sagradas apresentam um só sistema de verdade.
Não importam o que dizem as várias escolas de interpretação.
Suas interpretações podem variar e até estar equivocadas. E,
nem a Bíblia se presta em dar apoio a qualquer sistema de interpretação.
O futuro é uma parte do plano de Deus, e só Ele conhece tudo
o que encerra a profecia.
As opiniões humanas têm valor enquanto estiverem em
conformidade com as Escrituras.
Não fique em duvida em nada; por favor façam suas perguntas,
embora não há mistério nesta lição. O importante de tudo é você não ficar
turbado.
Não importa a distância que você estiver tua resposta será recebida!
AMEM!!
Glorificado seja nosso Deus para todo Sempre.
Pelo Pastor Lourival Caetano de Britto.
nosso e-mail para contato: prlcbritto@hotmail.com
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