A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS
Lição 04 - A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS
TEXTO ÁUREO: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão uns para a vida eterna, outros para vergonha e desprezo eterno”; (Dn 12.2).Leitura Bíblica em Classe: (Dn 12.2; 1Co 15.3,4,12-20).
Dn 12.2 - E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, outros para vergonha e desprezo eterno.
1Co 15.3 - Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi, que Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras.
v.4 - E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as escrituras.
v.12 - Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?
v.13 - E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou.
v.14 - E se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.
v.15 - E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém não ressuscitou, se na verdade os mortos não ressuscitam.
v.16 - Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
v.17 - E se Cristo não ressuscitou. É vã a vossa fé, e ainda permanecereis em vossos pecados.
v.18 - E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.
v.19 - Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
v.20 - Mas agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito a primícias dos que dormem.
INTRODUÇÃO:
A doutrina da ressurreição, se baseia, essencialmente sobre o fato da ressurreição de Cristo.
O milagre da ressurreição de Jesus é o âmago da fé Cristã e da sua mensagem a humanidade.
Sem ela a fé não teria valor. “E se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e vã a vossa fé, (v.14);
A morte de Cristo na cruz parecia o fim de tudo...
Seus parentes pensaram assim; seus discípulos julgavam a mesma coisa, e seus inimigos muito mais.
Outras religiões reverenciam os restos mortais de seus fundadores, mas o cristianismo tem um Cristo vivo!
Em Medina, na Arábia, tudo o que resta de Maomé é um resto de pó, na Índia cultuam um dente de Buda, etc.
A morte tragou cada fundador de religião, Mas com Jesus foi diferente!
O cristianismo não tem relíquias de Jesus porque Ele ressuscitou, vencendo a morte e reinando a destra da Majestade divina.
I. O QUE É RESSURREIÇÃO.
“Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo virão”? (1Co 15.35). Na Bíblia especialmente no N.T. emprega-se dois grupos de Palavras para descrever três gêneros de ressurreição: O primeiro ligado com “anhistêmi” O segundo com “egeiró”. Estes dois substantivos contém os seguintes sentidos: “levantar” “levantar-se”, “voltar a vida”, “ficar de pé”, “começar”, “aparecer”, e “prontidão”.
No N.T. o verbo mais freqüente (egeirõ) apresenta as ressurreições de Jesus e dos mortos, principalmente como ato do poder de Deus; enquanto que o outro verbo, o terceiro; (anhisteêmi), literalmente significa levantar-se, erguer-se e se apresenta mais como vitória da vida sobre a morte.
II. EXISTEM TRÊS TIPOS DE RESSURREIÇÕES
As Escrituras ensinam três tipos de ressurreições:
1. Nacional: Como é o caso de Israel que em nossos dias está ressuscitando, em cumprimento de Ezequiel cap. 37; no qual nós deslumbraremos na lição Bíblica Dominical de nº 6 deste estudo. E é em linguagem metafórica, a restauração e renovação do povo de Israel, em termos políticos, materiais e espirituais.
O cumprimento cabal da profecia relativa a ressurreição nacional acontecerá na vinda pessoal do Messias, O Senhor Jesus Cristo, (Zc 14.1-5).
2. Espiritual; que é o caso da pessoa que experimenta o gozo do novo nascimento, como expressamos sobre a doutrina da regeneração, passando da morte espiritual para a vida eterna em Cristo Jesus, (Ef 2.1-6).
3. Física ou Material; Esta refere-se ao corpo que foi sepultado. O espírito do homem não morre, mas sim volta para Deus que o deu.
1. A primeira ressurreição;
A primeira ressurreição beneficiará todos os justos que faleceram até o tempo da segunda vinda de Cristo (Ap 18.11; 20.6). Essa ressurreição realizar-se-á principalmente durante o período de Grande Tribulação e em grupos sucessivos, (1Co 15.23; Lv 23.10,15-17,22).
“Porque assim, como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo”.
“Mas cada um por sua ordem; Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda”. (1Co 15.22,23);
O termo citado no v.23; significa literalmente uma fileira ou uma formação Militar, sugerindo, portanto, que na ressurreição dos justos haverá vários grupos.
(Para que não fiquemos perdidos entre o Novo testamento e o Velho Testamento começando com as primícias, até as respigas, que são chamados também de “rabiscos”, vou deixar bastante literal e bem explicito). Quero informar aos queridos leitões e nossos ouvintes; Claro, aqueles que ainda não sabem, que a ressurreição, a que estamos estudando, é comparada com a antiga colheita dos judeus. Dividida em três partes).
Notemos agora os três grupos da ressurreição:
a. Cristo as primícias, dos que dormem no Senhor, (1Co 15.23; Cl 1.18). Também são incluídos como espécie de primicia os santos ressuscitados que estavam com Ele naquele dis em que ressuscito, (Mt 27.52,53). Que representada as primícias da colheita de Israel, que eram colhidas um molho das primícias da vossa sega ao Sacerdote, (Lv 23.10).
b. A colheita geral; Esta é a ressurreição quase total dos justos dentre os mortos, (Lv 23.22; 1Ts 4.16,17);
“E quando segardes a sega da vossa terra, não acabarás de segar os cantos de teu campo, nem colherás as espigas cidas da tua sega” (Lv23.22);
c. As respigas da primeira ressurreição, serão recolhidas durante a metade da grande tribulação.
2. A segunda ressurreição; A segunda ressurreição, abrangera a todos os iníquos mortos, de todos os tempos, desde Adão, e realizar-se a depois do Milênio, no tempo da renovação da terra por fogo, (Ap 20.5,11,15).
Portanto serão 1.000 anos distantes da primeira ressurreição.
a) O tempo. Já sabemos que Jesus distinguiu duas ressurreições; a dos justos e a dos ímpios, (Jo 5.28,29).
Alguns interpretes entendem a ressurreição como um só evento, num mesmo tempo.
Declaram que a única distinção é que “uns ressuscitam para a vida” e outros para a perdição’.
Entretanto, essa teoria é largamente refutada, o tempo da segunda ressurreição acontecerá no fim de todas as coisas, após o período do Milênio na terra, quando haverá o juízo final diante do grande trono Branco, (Hb 4.13).
b) O estado final dos ímpios; Na verdade os ímpios ressuscitarão, para uma “Segunda morte” (Ap 21.8).
Essa “segunda morte”, não significa aniquilamento, mas banimento da presença de Deus, (2Ts 1.8,9).
Esse banimento implica que todos os ímpios serão lançados no “ Geena, chamado Lago de Fogo”, (Mt 25.41,46), que arde continuamente, com fogo inapagável, o tormento eterno, (Ap 14.10,11).
Este termo de banimento, é chamado também “a segunda morte, (Ap 2.11; 20.6), ou a morte eterna.
Esta morte é aquela que primeiramente costumamos dizer; "É uma eterna separação de Deus".
Isso sucederá, porque todo e qualquer esforço por parte de Deus em favor do homem terá sido feito.
Mas em vida, alguém pode contrair essa formula de morte; Os fariseus que zombaram de Jesus, (Mc 3.29); o anticristo, o homem do pecado, pois blasfemará dos “poderes do mundo superior”, ridicularizando sua própria existência.
Qualquer pecado desta natureza ultrapassará todos os limites da redenção, e, portanto tornará a pessoa “ré” de um eterno pecado.
Assim sendo conforme se depreende fica subtendido que o perdão é impossibilitado nesta existência terrena, e não poderá ocorrer na vida além-tumulo.
Mas a advertência de Cristo não se prende somente a isto. Ele adverte. “Não, vos digo; antes, se vós não arrependerdes todos de igual modo perecerei”, (Lc 13.3).
Não é o meu desejo, meu desejo é o desejo de Deus; é que todos se salvem, e escapem da morte eterna. Fuja para Jesus: “que eu te quero ver na glória eterna ao lado do Senhor Jesus. Aleluia, glória a Deus!
CONCLUINDO:
Podemos dizer que a esperança da Igreja está baseada, ou melhor, assegurada na ressurreição de Cristo Jesus nosso Senhor, Glória a Deus!
Pelo Pastor Lourival Caetano de Britto.
nosso e-mail para contato: prlcbritto@hotmail.com
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