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A PECAMINOSIDADE HUMANA E A SUA RESTAURAÇÃO A DEUS

Lição 6 - A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus


Classe: Adultos 
Revista: Do professor - CPAD 
Data da aula: 06 de Agosto de 2017 
Trimestre: 3° de 2017 

Texto Áureo 
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." (Rm 3.23) 

Verdade Prática 
Reconhecemos a pecaminosidade de todos os seres humanos, que os destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo podem restaurá-los a Deus. 

LEITURA DIÁRIA 

Segunda: Sl 51.5 - Todos os humanos são pecadores
Terça: Ec 7.20 - O pecado está presente em todos
Quarta: Is 59.2- O pecado nos separa de Deus
Quinta: Rm 3.10-12 - Não há na terra um justo sequer
Sexta: At 3.19 - Somente a fé em Jesus e o arrependimento restaura o pecador
Sábado: Rm 6.23 - A salvação é um dom de Deus 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 

Romanos 5.12-21
12 Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. 
13 Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei.
14 No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.
15 Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
16 E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação.
17 Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.
18 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
19 Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.
20 Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;
21 Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. 

HINOS SUGERIDO 8, 198, 536 Harpa Cristã 

OBJETIVO GERAL 
Compreender a pecaminosidade de todos os seres humanos, que os destitui da glória de Deus. 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. 
Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos. 

(I) Definir o termo pecado;
(II) Mostrar a origem do pecado;
(III) Compreender a solução para o pecado. 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR 

No livro de Gênesis encontramos um dos relatos mais tristes da história da humanidade, a Queda. Mas, Deus não foi pego de surpresa com o pecado de Adão e Eva, pois as Escrituras Sagradas afirmam que desde a fundação do mundo a morte redentora de Jesus, pela salvação da humanidade, já havia sido determinada (Ap 13.8). O homem pecou de modo deliberado contra Deus, mas o Criador não o deixou entregue a sua própria sorte. O Senhor providenciou a sua redenção.

Vivemos em uma sociedade relativista, onde muitos não acreditam mais que haja certo e errado. O erro, o pecado, segundo os relativistas, vai depender do ponto de vista de cada um. Mas, cremos na Verdade absoluta e que a única solução para o pecado está na fé no sacrifício de Jesus Cristo. 

COMENTÁRIO 

INTRODUÇÃO 
A doutrina do pecado é conhecida nos tratados de teologia como Hamartiologia, da palavra grega hamartia. O estudo se reveste de suma importância porque se trata do problema básico de todos os seres humanos. Todos os conflitos no mundo e as confusões existentes na humanidade são manifestações do pecado. Ninguém pode se livrar dele, mas o Senhor Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores da condenação eterna. O enfoque da presente lição é definir e explicar o pecado, bem como apresentar o meio divino para a solução humana. 

PONTO CENTRAL 
Reconhecemos a pecaminosidade de todos os seres humanos. 

I - DEFININDO OS TERMOS

1. Pecado.
Há uma lista extensa de palavras na Bíblia para designar o pecado: erro, iniquidade, transgressão, maldade, impiedade, engano, sedução, rebelião, violência, perversão, orgulho, malícia, concupiscência, prostituição, injustiça etc., além dos verbos e adjetivos cognatos. Muitos desses termos, e outros similares, estão na sombria lista apresentada pelo apóstolo Paulo (Rm 1.29-32; Cl 5.19-21). Mas há um termo genérico para designar o pecado com todos os seus detalhes, chattath, e seu equivalente verbal chattá (pronuncia-se hatá, com "h" aspirado), que literalmente significa "errar o alvo" (Jz 20.16).

O substantivo derivado desse termo aparece pela primeira vez no relato do assassinato de Abel por seu irmão Caim: "E, senão fizeres bem, o pecado jaz à porta" (Gn 4.7). O seu equivalente grego na Septuaginta e no Novo Testamento é hamartia. Essa palavra na Septuaginta traduz 24 termos hebraicos no Antigo Testamento referentes ao pecado.

2. Os termos hebraicos awon e peshá.
Há na Bíblia um repertório amplo que revela o pecado nos seus vários aspectos, mas este espaço não nos permite uma apresentação exaustiva. O termo hebraico avon, "iniquidade, perversão", vem de uma raiz que significa "entortar, torcer", daí a ideia de perverter a lei de Deus. Essa palavra aparece traduzida em nossas versões como "injustiça" (Gn 15.16), "maldade" (Êx 20.5) e "iniquidade" (Lv 26.40). Já o verbo avah, de mesma raiz, descreve a natureza do coração da pessoa não regenerada (Jó 15.5). Isso revela a "vida torta" do pecador. O outro termo de importância na Hamartiologia do Antigo Testamento é o verbo pashá "transgredir" ou o substantivo peshá, "transgressão, delito" (Gn 31.36; 50.17). O ser humano forçou e foi além dos limites que Deus estabeleceu, e isso faz toda a humanidade, homens e mulheres, errar o alvo da vida.

3. O que é pecado?
Sabemos que a Bíblia não é um livro de definição, mas de descrição. Ela "revela a verdade em forma popular de vida e fato", como bem afirmou um historiador da Igreja Philip Schaff. As Escrituras declaram que "o pecado é a transgressão da lei" (l Jo 3.4; ARA) e que "toda iniquidade é pecado" (1 Jo 5.17). Essa declaração é geralmente conhecida como pecado de comissão, isto é, quando praticamos aquilo que não deveríamos fazer (Mt 15-3; Rm 5.14). Mas a Palavra de Deus nos ensina ainda que "aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado" (Tg 4.17). Esse pecado é chamado de omissão, pois consiste em nossa falta de ação naquilo que deveríamos fazer (Jo 9.41). 

SÍNTESE DO TÓPICO l 
Na Bíblia encontramos vários termos para definir pecado. 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"A harmatologia, é uma palavra usada no campo teológico para designar "a doutrina do pecado', incluindo seus aspectos sombrios e sua natureza destruidora, tanto aplicada no campo físico como no campo espiritual, mostrando em cada detalhe suas disposições hostis contra Deus, os seres e qualquer entidade no mundo da existência. Em sentido etimológico — a palavra 'pecado' conforme se encontra em nossas versões, vem da palavra hebraica 'hatta'th', do qual origina-se a raiz hebraica 'hata' traduzido na Septuaginta da palavra 'hamartia'. Existem algumas palavras que relatam significados semelhantes à palavra hebraica hatta'th', como também a palavra grega 'hamartia'. Estes termos são aplicados no tempo e no espaço para descrever e dar sentido a tudo aquilo que o pecado é e suas formas de expressão.

Os eruditos teológicos usam várias palavras deste gênero para descrever a natureza sombria do pecado, mostrando seus aspectos e suas disposições torcidas, maléficas em sua natureza daninha e perniciosa (PEDRO, Severino, A Doutrina do Pecado,1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 13,14).

CONHEÇA MAIS

Pecado
"Do hebraico hattah; do grego hamartios; do latim peccatum. Transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus. Errar o alvo estabelecido pelo Criador ao homem: O pecado mortal é a deliberação consciente e intencional de se resistir a vontade de Deus. Não se trata de um simples pecado ou de uma transgressão ordinária; é uma rebeldia movida pelo orgulho e pelo não reconhecimento da soberania divina." Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp. 235,236.

II - ORIGEM DO PECADO

1. O pecado no céu.
Foi lá que tudo começou. O pecado já havia sido introduzido no universo quando Adão e Eva foram criados. Antes de acontecer na Terra, o pecado se originou no céu pelo mau uso do livre-arbítrio. Jesus disse que o Diabo peca desde o princípio (Jo 8.44).

O querubim ungido foi criado perfeito em sabedoria e formosura, tinha o selo da perfeição (Ez 28.12-15), mas se rebelou contra Deus (Is 14.12-14). Foi o orgulho e a soberba que fizeram esse querubim se transformar em Satanás (1Tm 3.6). Ele foi expulso do céu com os anjos que o acompanharam em sua rebelião (2 Pe 2.4; Jd 6; Ap 12.7-9).

2. O pecado no Éden.
Adão tinha a permissão de Deus para comer de todas as árvores do jardim, exceto da árvore da ciência do bem e do mal: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.16b,17). A advertência foi clara. Quando o casal comeu do fruto proibido, eles perceberam que estavam nus e procuraram se esconder da presença de Deus (Gn 3.7,8). Era a ruptura imediata da comunhão com Deus, a morte espiritual. O próprio Deus anunciou a vinda do Redentor (Gn 3.15) e em seguida pronunciou a sentença ao casal (Gn 3.16-19) e à sua posteridade. Foi por causa dessa desobediência que o pecado entrou no mundo e, com ele, a morte (Rm 5.12). Esse desastre é conhecido como a "Queda da humanidade".

3. A universalidade do pecado.
A Bíblia é clara ao ensinar que herdamos a natureza pecaminosa de Adão (1Co 15.49). Isso passou a ser conhecido como "pecado original". A Bíblia não mostra como essa transmissão do pecado de Adão passou a todos os humanos, mas afirma que se trata de um fato incontestável (Rm 5.12,19). Assim, as Escrituras mostram como todos nós, homens e mulheres, estamos diante de Deus: "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). O quadro apresentado é como segue: todos se extraviaram, não há quem faça o bem (SI 14.1-5; Rm 3.10-12), por isso não há no mundo quem não peque (1Rs 8.46; Ec 7.20). A prova incontestável da universalidade do pecado é a morte (Rm 5.12). Nem mesmo os salvos em Cristo estão isentos dessa lei (1 Jo 1.8).0 pecado é um princípio real e presente na vida de todas as pessoas, desde o ventre materno (SI 51.5; 58.3). A Queda no Éden corrompeu toda a humanidade em todo o seu ser: corpo, alma e espírito, intelecto, emoção e vontade (Is 1.5, 6; 2 Co 7.1). 

SÍNTESE DO TÓPICO II 
O pecado teve sua origem no céu, porém na terra ele teve início com a desobediência de Adão e Eva. 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

O pecado no Éden, Satanás e a raça humana
Duas arvores do jardim do jardim do Éden tinham importância especial,
(1) A 'árvore da vida' provavelmente tinha por fim impedir a morte física. É relacionada com a vida perpétua, em 3.22. O povo de Deus terá acesso à árvore da vida no novo céu e na nova terra (Ap 2.7; 22.2).

(2) A árvore da ciência do bem e do mal' tinha a finalidade de testar a fé de Adão e sua obediência à sua palavra. Deus criou o ser humano como ente moral capaz de optar livremente por amar e obedecer ao seu Criador, ou desobedecer-lhe e rebelar-se contra a sua vontade.

A raça humana está ligada a Deus mediante a fé na sua palavra como a verdade absoluta. Satanás, porque sabia disso, procurou destruir a fé que Eva tinha no que Deus dissera, causando dúvidas contra a palavra divina. Satanás insinuou que Deus não estava falando sério no que dissera ao casal. Noutras palavras, a primeira mentira proposta por Satanás foi uma forma de antinominianismo, negando o castigo da morte pelo pecado e apostasia. Um dos pecados capitais da humanidade é a falta de fé na Palavra de Deus. É admitir que, de certo modo, Deus não fala sério sobre o que Ele diz da salvação, da justiça, do pecado, do julgamento e da morte. A mentira mais persistente de Satanás é que o pecado proposital e a rebelião contra Deus, sem arrependimento, não causarão, em absoluto, a separação de Deus e a condenação eterna.

Satanás, desde o principio da raça humana, tenta os seres humanos a crer que podem ser semelhantes a Deus, inclusive decidindo por contra própria o que é bom e o que é mau. Os seres humanos, na sua tentativa de serem "como Deus', abandonam o Deus onipotente e daí surge os falsos deuses. O ser humano procura, hoje, obter conhecimento moral e discernimento ético partindo de sua própria mente e desejos, e não da Palavra de Deus. Porém, só Deus tem o direito de determinar aquilo que é bom ou mau" (Bíblia de Estudo Pentecostal Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp. 34-36). 

III - A SOLUÇÃO PARA O PECADO

1. Nem tudo está perdido.
A Bíblia narra a situação humana descrevendo-a como "mortos em ofensas e pecados" (Ef 2.1) e que "o salário do pecado é a morte" (Rm 6.23). Morte significa "separação". Isso começou com a Queda de Adão e continuou com a sua posteridade (Is 59.2). Mas Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, declara agora que nos "vivificou" (Ef 2.1a) e que o seu "o dom gratuito [...] é a vida eterna" (Rm 6.23b). A graça está disponível para toda a raça humana (Tt 2.11) e a salvação em Jesus pode ser encontrada em todos os lugares (At 17.30).

2. A provisão de Deus.
O pecado entrou no mundo por um homem. Adão; assim também a redenção veio por um homem: "a graça de Deus, o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos" (Rm 5.15). A morte de Jesus foi expiatória, um sacrifício pelos nossos pecados que "Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue" (Rm 3.25). Expiação diz respeito ao sacrifício para purificação e ao perdão dos pecados por meio dos sacrifícios (Lv 4.35; 17.11). A propiciação é o ato que apazigua a ira divina contra o pecado, satisfazendo a santidade e a justiça de Deus. A expiação realizada pelo "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29) é um ato da graça de Deus em favor de todos os seres humanos (l Jo 2.2). Assim, o Senhor Jesus é a provisão de Deus para o pecador.

SÍNTESE DO TÓPICO III
A morte expiatória de Jesus Cristo foi e é a solução para o pecado.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Lendo o Antigo Testamento e considerando séria e literalmente a sua mensagem, facilmente concluiremos que a salvação é um dos temas dominantes, e Deus, o protagonista. O tema da salvação já aparece em Gênesis 3.15, na promessa de que o Descendente — ou 'semente' — da mulher esmagará a cabeça da serpente. 'Este é o protoevangelium, o primeiro vislumbre da salvação que virá através daquEle que restaurará o homem à vida'. Javé salvava o seu povo através de juízes (Jz 2,16,18) e outros líderes, como Samuel (1 Sm 7.8) e Davi (1 Sm 19.5). Javé livrou até mesmo a Síria, inimiga de Israel, por meio de Naamã (2 Rs 5,1). Não há salvador à parte do Senhor (Is 43.11) (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 97).

CONCLUSÃO

A única esperança é o Senhor Jesus, o único que pode nos restaurar a Deus. Restaurar é restituir, e isso se aplica tanto a possessões e bens (Êx 22.14; Is 58.12; Lc 19.8) como também a pessoas (Jr 30.17). O plano de Deus é restaurar todas as coisas (At 3.21), mas Ele começou com os seres humanos. Nós estávamos perdidos, como o filho pródigo, e fomos restaurados a Deus pelo arrependimento (At 3.19; 2 Co 7.10) e pela fé em Jesus (Rm 5.1). 

PARA REFLETIR

A respeito da pecaminosidade humana e a sua restauração a Deus, responda:

1 • Qual o termo genérico para designar o pecado e qual o seu significado?
R- O termo genérico para designar o pecado com todos os seus detalhes, chat-tath, e seu equivalente verbal chattá (pronuncia-se hatá, com "h" aspirado), que literalmente significa "errar o alvo" (Jz 20.16).
2 • O que é pecado nas palavras de 1João 3.4?
R- É a transgressão da lei (1 Jo 3.4; ARA).
3 • Onde se originou o pecado e por quem tudo começou?
R- O pecado se originou no céu e tudo começou pelo mau uso do livre-arbítrio.
4 • Qual a prova incontestável da universalidade do pecado?
R- A prova incontestável da universalidade do pecado é a morte (Rm 5.12).
5 • Quem é a provisão de Deus para o pecador?
R- Jesus Cristo, "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". 


Lição 01 - Lição 02 -  Lição 03 -  Lição 04 - Lição 05 - Lição 06 -


Fonte: CPAD - Casa Publicadora das Assembléias de Deus


Lição 11 - Fé

Texto – Áureo = “Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé”, ( I Jo 5. 4 ). 

Leitura Bíblica Em Classe = Lc 18.18; At 6. 5 e 8; 11. 24; 
Lc 18. 18 = E perguntou um certo príncipe dizendo: bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna. 
At 6. 5 = E este parecer contentou a toda multidão, e elegeram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e prócoro, e Nicanor, a Timom, a Parmenas, e Nicolau prosélito de Antioquia. 
V. 8 = E Estevão cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 
Cap. 11. 24 = Porque era homem de bem, e cheio do Espírito Santo e de fé; E muita gente se uniu ao Senhor. 

INTRODUÇÃO; A fé como fruto do Espírito é o veiculo que conduz o homem a Cristo e torna-o idôneo para a salvação. 
Ninguém poderá entrar no céu sem crer em Jesus, e ninguém poderá crer nEle , sem que o Espírito Santo opere no coração por meio da fé, sem a qual ninguém poderá agradar a Deus, Jo 3. 5; Hb 11. 6; 

I A RELIGIÃO FAZ HOMENS IGNORANTES, E NUNCA HOMENS DE FÉ, Lc 18. 18; 

a) O Espírito produz a fé que alcança a salvação, I Co 2. 4 e 5; 
A pergunta do príncipe revelou sua ignorância a cerca da salvação; ele conhecia um poço da lei, era religioso mas ignorava que para ser salvo precisava crer em Jesus, Jo 6. 47; por isso perguntou; “Bom Mestre que hei de fazer para herdar a vida eterna?” Lc 18. 18; 
Jesus conhecendo o pensamento do coração daquele príncipe respondeu-lhe, levando-o a encarar a própria lei que dizia conhecer, citando-lhes os mandamentos da segunda tabua, bastando isto para ele revelar sua ignorância espiritual dizendo; 
“Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade”, ( V. 21). 
Tal resposta significava que não conheci Deus nem a lei que defendia, pois desconhecia o estado do seu próprio coração; certamente havia quebrado essa lei muitas vezes, caindo em vários que ela condenava, Mt 5. 22 – 28; 

b) Obras não salvam; salvação resultade graça e fé, Ef 2 8,9; 
Foi a resposta decisiva dos apóstolos ao carcereiro de Filipo: “Cre no Senhor Jesus Cristo e será salvo tu e atua casa”, At 16. 31; 
Qualquer pessoa iluminada pelo Espírito Santo se recusará a dizer que guarda todos os mandamentos; pois reconhece haver dentro de si, aquilo que o impede de fazê-lo isto é a lei da sua própria carne, Rm 7. 14 e 18; 
Neste caso, o indispensável é deixar o Espírito Santo iluminar o coração com a verdadeira luz reveladora, que ilumina o entendimento ; porque isso faz com que nos conheçamos através da Palavra de Deus, I Co 2. 10; 

II DEUS ESCOLHE HOMENS DE FÉ PARA O SEU SANTO SERVISO, At 6. 5 E 6: 

a) O trabalho mais humilde exige homens de fé para executá-lo; 
A proporção que a igreja em Jerusalém crescia, ia surgindo problemas sociais que dificultavam o trabalho dos pregadores, que algumas vezes precisavam deixar o púlpito para atender os pobres, cujo numero crescia também, como se infere de Rm 15. 26; 
Foi este motivo que levou os apóstolos a sugerirem a igreja que escolhesse dentre seus membros sete varões de boa reputação, cheio do Espírito Santo e de fé, cujas características os habitavam a exercer a nobre função de servos (não fiscais) da santa Igreja, a noiva se Jesus, ( 3,5). 
É assim que se deve fazer a escolha de diáconos para servirem a igreja. 
Porém, é assim que se procedem? 
Ou escolhem-se pessoas pela estampa, pela cultura por serem cheios de dinheiro, que muitas vezes se tornam mandões prepotentes que criam problemas ao ministério da igreja? 
Já encontrei em uma igreja um diácono que nem batizado no Espírito Santo, e outro que era inimigo da doutrina do dizímo! 
Responde corretamente está certo/ está errado? Está muito errado! Está contrário ao ensino e modelo da Palavra de Deus. 

b) A fé que salva tem campo fértil para a operação do Espírito Santo, ( V. 8 ); 
Quem aceita Jesus pela fé, recebe a natureza espiritual semelhante a dEle, capaz de dar fruto de fé como vara que está na videira, Jo 15. 2, 5 e 8: 
É por isso que a Palavra de Deus diz que “Estevão cheio de fé e poder, fazia prodígios e grande sinais entre o povo”, v. 8; 
“A fé é a certeza das coisas que se esperam a convicção de fatos que não se vêem”, Hb 11. 1; 
Sem ser por ela quem poderia entender o processo da criação? 

c) A fé é um dom especial dado à Igreja para operação de maravilhas, At 3. 1 – 8 ). 
A fé causou a libertação do coxo, a quem dissera os apóstolos; “Olha para nós, levanta-te e anda”, VV. 4 e 6; 
O pobre homem creu, olhou, deixou-se segurar pela mão de Pedro e foi curado instantaneamente. 
Os apóstolos estavam com fé, e eu acrescento, o coxo também, por isso o milagre apareceu. 
O Mestre os haviam instruídos a exercerem a fé por meio da qual fariam as mesmas obras que Ele fazia, Mc 11. 20 – 23; Jo 14.12; 

d) O Espírito Santo usa o pregador para pregar a mensagem da fé, ( At 11. 19 – 24 ). 
Após o drama de sangue ocorrido em Jerusalém que culminou com a morte de Estevão, At 7. 58 -60; alguns irmãos chiprios e cirenenses, entraram em Antioquia e pregaram a Cristo, e muitos creram o que bastou para a igreja em Jerusalém enviar ali o apostolo Barnabé que era homem cheio do Espírito Santo e de fé, At 11. 22 -24: o qual chegando lá, viu a prosperidade da igreja e a abundância da graça na conversão dos pecadores. 
Então instruíram os recém convertidos a permanecerem firmes na fé em Cristo Jesus. 
A pregação feita com fé e poder no Espírito Santo, resulta em fruto de salvação, At 10. 42 – 48; 
É, pois, indispensável, deixar o Espírito Santo dirigir-nos e com sua luz dirigir-nos e com Sua luz vivificadora iluminar nosso corações; porque somente assim demonstraremos o poder da fé. 

III. SÓ HOMENS DE FÉ PODEM FAZER O SERVIÇO DO SENHOR, At 11. 24; 

a) A escolha compete ao Espírito Santo. 
Observe o caro irmão que o texto diz que Barnabé “era homem de bem e cheio do Espírito santo e de fé”. 
Os verdadeiros ministros do Senhor são portadores desse excelente fruto do Espírito, que os credencia a trabalhar com confiança e alegria, acompanhando o crescimento da igreja, At 2. 43 – 47; 

b) A fé desafia o poder do pecado e a força dos ímpios. 
Pelo poder da fé os três crentes judaicos passearam por dentro da fornalha de fogo ardente em companhia do Senhor, e desafiaram o poder de satanás e a fúria dos ímpios que os denunciaram, Dn 3. 17 – 27; 
Pelo poder da fé Daniel teve a boca dos leões fechada pelo anjo do Senhor, e derrubou o trono da prepotência e inveja dos fanáticos idolatras de Babilônia, Dn 6. 16 – 24; 

c) A fé permanecerá na Igreja até seu arrebatamento deste mundo, I Co 13. 13 ; 
1) Como fonte perene de alegria santa I Pe 1. 8; 
2) Como arma irresistível no combate contra o mal em busca do bom premio, I Co 9.26;II Tm 4. 7 e 8; como força ao cristão para conservar-se humilde II Co 1. 24; 
Ela será tirada da terra com o arrebatamento da igreja de Cristo, Lc 18. 18; 
Estejam certos, amados irmãos, que toda nossa vitória durante o curso da nossa delicada peregrinação neste mundo é a nossa fé I Jo 5. 4444 e 5; Bendito é o glorioso fruto do Espírito! 
Busquemo-lo para nossa edificação. 
Peçamos ao senhor que nos acrescente a fé ,Lc 17. 5; 
Que o Senhor nos ajude, Amém!!
Pelo Pastor Lourival Caetano de Britto.


nosso e-mail para contato: prlcbritto@hotmail.com

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